sábado, 19 de agosto de 2017

Matar a sede no Alentejo

Aguadeira da ceifa. Capa do nº 21, de Janeiro de 1949, da revista "menina e
moça", editada pela Mocidade Portuguesa Feminina.

                                                                                   À minha filha Catarina

INTRODUÇÃO
O corpo humano de um adulto é composto por 60% de água, a qual está presente em todos os tecidos e desempenha múltiplos papéis: dissolve todos os nutrientes e transporta-os a todas as células, assim como às toxinas que o organismo necessita de eliminar. A água regula ainda a temperatura corporal através da produção de suor.
Através da transpiração, respiração, urina e fezes, perdemos diariamente cerca de 2,5 litros de água ou mesmo mais, se a temperatura for muito elevada e/ou o esforço físico for intenso. Esta perda deve ser reposta.
As necessidades de água do ser humano dependem das perdas e o bom funcionamento do nosso organismo passa pela água que consumimos. Através dos alimentos obtemos cerca de metade da água necessária, o resto deve ser ingerido, bebendo pelo menos, 1,5 litros de água por dia.



SEDES DE OUTRORA
Noutros tempos, nos campos do Alentejo, bebia-se água de algumas ribeiras, assim como de nascentes e poços. Quem andava nas fainas agro-pastoris, bebia normalmente água por um coxo, feito de cortiça.
Fainas violentas como as ceifas, exigiam que houvesse distribuição regular de água, o que era feito, geralmente por uma aguadeira da ceifa, transportando um cântaro de barro e um coxo, por onde se bebia à vez.
Os pastores na sua vida de nómadas conheciam bem a localização das nascentes e poços, onde matar a sede.
Dos poços a água era tirada com caldeiros de zinco, embora em sua substituição se vissem muitas vezes, à beira dos poços, grandes chocalhos com a mesma função. Lá diz o cancioneiro:



“O' lá Cabeço de Vide,
Toda coberta de neve,
Terra do neto da bruxa,
Quem não traz chocalho não bebe.” [1]

Nas aldeias e vilas, as mulheres iam às fontes, encher os cântaros de barro, que transportavam depois à cabeça, equilibrados miraculosamente pela sogra, que a maioria das vezes não passaria duma rodilha enrolada em forma de anel.
Nas cidades, existiam aguadeiros, proprietários de carro com grade para transporte de cântaros, puxados por muar ou burro. Igualmente os havia com recursos mais elementares. Havia quem transportasse os cântaros em cangalhas de madeira assentes no lombo das bestas. Havia também aqueles que nem besta tinham e efectuavam o transporte dos cântaros em carros de mão, que eles próprios empurravam. Os cântaros usados, eram geralmente em zinco, com tampa, não só para não partirem, como para não entornarem. Cada aguadeiro tinha, de resto, a sua própria rede de clientes certos, que eram abastecidos a partir da fonte que frequentava.



SEDES DE HOJE
Hoje é impensável e desaconselhável beber água de ribeiros e de poços, já que os aquíferos estão contaminados por adubos químicos e pesticidas, quando não por águas residuais, domésticas ou industriais. O mesmo relativamente à água das fontes das nossas vilas e aldeias.
Hoje temos que beber água da rede, muitas vezes com sabor a cloro ou então, água engarrafada. Esse o preço do progresso. Um preço que poderia ter sido evitado, praticando uma agricultura biológica, em equilíbrio com os agroecossistemas, assim como um tratamento e convenientemente encaminhamento das águas residuais, que em muitos casos ainda não é feito. Até quando?

BIBLIOGRAFIA
[1] - THOMAZ PIRES, A. Tradições Populares Transtaganas. Tipographia Moderna. Elvas, 1927.

domingo, 13 de agosto de 2017

Nossa Senhora no Azulejo Português


Nossa Senhora do Rosário (1640).
Painel de 7 x 5 azulejos (14 x 14 cm).
Arquidiocese de Évora.

Segundo os Evangelhos, Maria, vulgarmente conhecida por “Nossa Senhora” é mãe de Jesus a quem deu à luz em Belém e que foi adorado numa manjedoura como filho de Deus, não só por pastores como por reis magos (Lucas 2:1-20).
De acordo com a religião católica, a Maria estão associados quatro dogmas de fé: “Virgindade Perpétua”, “Maternidade Divina”, “Imaculada Conceição” e “Assunção aos Céus”.
A intensa devoção dos católicos por Maria, levou-os a atribuir-lhe inúmeros títulos, dentre os quais: Nossa Senhora…
…da Ascensão, da Assunção, da Boa Viagem, da Candelária, da Conceição, da Estrela, da Misericórdia, da Saúde, da Guia, da Lapa, da Luz, da Natividade, da Nazaré, da Oliveira, da Pena, da Piedade, da Penha de França, da Visitação, da Vitória, das Candeias, das Dores, das Mercês, das Necessidades, das Neves, das Sete Dores, de Fátima, do Almortão, do Desterro, do Mato, do Monte, do Ó, do Perpétuo Socorro, do Rosário, do Sobreiro, dos Navegantes, dos Prazeres, Medianeira, Protectora dos Fiéis.
A todos esses títulos correspondem imagens, muitas das quais estão representadas na azulejaria portuguesa, facto de que aqui damos conta, ainda que duma forma não exaustiva.


Nossa Senhora da Conceição (1650 - 1675).
Painel de azulejos (86,6 x 87,7 cm).
Fabrico de Lisboa. Museu Nacional do Azulejo, Lisboa.
Nossa Senhora com o Menino.(1º terço do século XVII).
 Olaria de Lisboa.
 Arquidiocese de Évora. 
Nossa Senhora da Conceição com os símbolos Marianos
(meados do século XVII).
Painel de azulejos, fabrico de Lisboa.
 Arquidiocese de Évora. 
Nossa Senhora da Piedade (séc XVII).
Painel de azulejos na Ermida de Nossa Senhora da Piedade,
 Ilha de Santa Maria, Açores.
Nossa Senhora do Mato (Séc. XVII).
Frontal de Altar. Capela de Nossa Senhora do Mato,
freguesia de Mouriscas, concelho de Abrantes.

Nossa Senhora da Misericórdia (1712).
Painel de azulejos de António de Oliveira Bernardes,
pintor e azulejista português dos séculos XVII e XVIII.
Antiga Igreja da Misericórdia de Estremoz.
Presépio e Adoração dos Reis Magos (Meados do séc. XVIII).
Painel de azulejos de composição figurativa (174 cm x 280 cm).
Arquidiocese de Évora.
Nossa Senhora da Natividade (2º quartel do Século XVIII).
Painel de azulejos (72 x 43 cm).
Colecção Berardo.
Nossa Senhora da Conceição e as Almas do Purgatório (1750).
Painel de azulejos (224 x 83 cm).
 Museu Nacional do Azulejo, Lisboa.
Nossa Senhora do Rosário (1751).
Painel de azulejos (156 x 58 cm).
 Fabrico de Coimbra.
Museu Nacional Machado de Castro, Coimbra.
São Marçal, Nossa Senhora da Conceição e São Francisco de Borja (1758).
Painel de azulejos (300 x 154 cm). Fabrico de Lisboa.
Museu Nacional do Azulejo, Lisboa.
Nossa Senhora do Carmo (1770-1780).
Painel de azulejos (195 x 91 cm). Fabrico de Coimbra.
Museu Nacional do Azulejo, Lisboa.
Nossa Senhora das Almas (1772).
Painel de azulejos (122 x 84 cm). Oficina de Manuel da Costa Brioso.
 Museu Nacional Machado de Castro, Coimbra.
Nossa Senhora das Dores, Santa Rita e Santo António
com o Menino  (c. 1775-1780).
Painel de azulejos (7 x 6 - incompleto).
Autoria de Francisco Jorge da Costa. Fabrico de Lisboa. 
 Proveniente da Rua Bica do Marquês, 19, Lisboa. 
 Museu da Cidade, Lisboa.
Nossa Senhora da Penha de França (Último quartel do Século XVIII).
Painel de azulejos (155 x 54 cm).
Colecção Berardo.
Nossa Senhora do Carmo (Último quartel do Século XVIII).
Painel de azulejos (124 x 111,5 cm).
Colecção Berardo.
Nossa Senhora da Ascensão (Século XVIII).
 Painel de azulejos (128 x 57 cm).
Colecção Berardo.
 Nossa Senhora entrega o Rosário a São Domingos
(séc. XVIII).
 Painel de azulejos da Sé de Aveiro.
Nossa Senhora da Conceição, São Marçal, Santo António
e São Pedro de Alcântara (1790).
Painel de azulejos da Travessa da Queimada, 11 – Lisboa 
Nossa Senhora da Conceição, Santo António e São Marçal 
(c. 1775-1790). 
 Painel de azulejos (99 x 269 cm).
Fabrico de Lisboa.  Colecção Solar, Lisboa. 
Nossa Senhora da Conceição, Santo António
e São Marçal (c. 1775-1790). 
 Painel de azulejos (99 x 269 cm).
 Fabrico de Lisboa.  Colecção Solar, Lisboa.
Nossa Senhora da Conceição, São Marçal,
Santo António de Lisboa e São Pedro de Alcântara (1790).
Painel de azulejos (68 x 135 cm).
 Real Fábrica de Louça, ao Rato, Lisboa.
Museu Nacional do Azulejo, Lisboa.

Nossa Senhora jogando às cartas com o Menino Jesus (séc. XVIII).
Painel de azulejos na nave da Sé Catedral de Beja.
Nossa Senhora da Conceição (1800).
Painel de azulejos (42 x 42 cm). Fabrico de Lisboa.
Museu Nacional do Azulejo, Lisboa.
Nossa Senhora das Sete Dores, São Marçal,
Santo António com o Menino e Almas do Purgatório (1800).
 Painel de azulejos (126 x 98 cm). Real Fábrica de Louça, ao Rato, Lisboa.
 Museu Nacional do Azulejo, Lisboa.
Cristo crucificado, Nossa Senhora da Penha de França e São Marçal (1800 – 1810).
Painel de azulejos (148 x 72 cm). Real Fábrica de Louça, ao Rato, Lisboa.
Museu Nacional do Azulejo, Lisboa.
Nossa Senhora da Conceição e Santo António (1821). 
 Painel de azulejos da Rua da Palmeira, Mercês.
Nossa Senhora da Boa Viagem (1º quartel do Século XIX).
 Painel de azulejos (70 x 28 cm).
 Colecção Berardo.
Nossa Senhora com o Menino (1º quartel do Século XIX).
Painel de azulejos (71 x 46 cm).
Colecção Berardo.
Nossa Senhora das Dores, Nossa Senhora da Ascensão (1º quartel do Século XIX).
Painel de azulejos (92 x 56 cm).
Colecção Berardo.
Senhor dos Passos, Nossa Senhora da Nazaré (1º quartel do Século XIX).
Painel de azulejos (126 x 98 cm).
 Colecção Berardo.
Nossa Senhora, Protectora dos Fiéis (2º quartel do Século XIX).
Painel de azulejos (229,5 x 249 cm). 
Colecção Berardo.
Nossa Senhora do Almurtão (?).
Painel de azulejos na fachada de um edificio
 de Idanha-a-Nova.
Procissão de Nossa Senhora dos Remédios em Lamego (1903).
Painel de azulejos do pintor, ceramista, ilustrador e caricaturista Jorge Colaço (1864-1942).
Estação da C.P. de S. Bento, Porto.
Nossa Senhora da Estrela (1938).
Painel de azulejos do pintor, ceramista, ilustrador e caricaturista Jorge Colaço (1864-1942).
Fabrico de Lisboa. Escadaria frontal da Igreja Matriz de Parada de Gonta, Tondela.

quarta-feira, 2 de agosto de 2017

Exposição “Resende – ALENTEJO” em Estremoz


2006. Alentejo. Desenho a carvão. 170 x 170 cm. 

Foi inaugurada no passado dia 29 de Julho pelas 18 horas, no Palácio dos Marqueses da Praia e Monforte, a exposição “Resende - ALENTEJO”, a qual ali estará patente ao público até ao próximo dia 28 de Outubro.
A exposição, fruto duma iniciativa do Lugar do Desenho - Fundação Júlio Resende em parceria com o Município de Estremoz, visa divulgar a obra de Júlio Resende em lugares relacionados com o seu itinerário biográfico e com o trabalho aí produzido, como é o caso do Alentejo. Foi o pintor que disse “…Desde os finais dos anos 40 o Alentejo entrara em mim de modo definitivo…”.
Na mostra estão patentes ao público, cinquenta e oito trabalhos que ilustram e testemunham a sua permanência no Alentejo, onde viveu e foi professor nos anos de 1949-50 na Escola de Cerâmica de Viana do Alentejo, criada em 1894. São trabalhos de múltiplos formatos e que recorrem às mais diversas técnicas: tinta-da-china, aguarela, tinta-da-china e aguarela, aguada e tinta-da-china, pastel, lápis, aguarela e lápis, lápis de cor, desenho a carvão e técnica mista. Cinquenta e três desses trabalhos pertencem ao acervo da Fundação, constituído por duas mil e quinhentas especímenes que o pintor reuniu ao longo da sua carreira e que permitem seguir o seu trajecto artístico desde os tempos de formação aos de consagração. Os restantes quatro trabalhos pertencem ao acervo da Galeria de Desenho do Museu Municipal de Estremoz, a quem foram doados através do pintor Armando Alves.  
De acordo com o Lugar do Desenho, “Rever Júlio Resende é rever uma obra que resume a arte do século XX. É urgente repensá-la e reenquadrá-la na história da arte moderna e contemporânea. O centenário do nascimento do pintor é o momento certo para esta acção.”
Com vista à exposição, os organizadores editaram um excelente catálogo de 56 páginas com Desenho Gráfico de Armando Alves, o qual reproduz e identifica cada um dos cinquenta e oito trabalhos expostos. O catálogo abre com o texto “EXPOSIÇÃO RESENDE ALENTEJO” subscrito pelo Presidente do Município de Estremoz, a que se segue um outro sob a epígrafe “Celebrar e Repensar Júlio Resende (1917-2011) no Centenário do seu Nascimento”, da responsabilidade do Lugar do Desenho - Fundação Júlio Resende. Para além da Biografia de Júlio Resende, o catálogo inclui ainda um conjunto de pensamentos do artista, reveladores da sua ligação ao Alentejo,
Seria injusto não enumerar aqui todas as instituições que duma forma ou de outra viabilizaram a presente Exposição. Temos: - ORGANIZAÇÃO: Lugar do Desenho – Fundação Júlio Resende e Município de Estremoz. - APOIO INSTITUCIONAL: Município de Gondomar e Gondomar Cultura. - MECENAS: Associação Comercial do Porto, BPI, Banco Finantia, Bial, Central Lobão, Frezite, Millenium BCP e Telles de Abreu - Advogados. - APOIO: Fundação Calouste Gulbenkian e Misericórdia do Porto. - SEGUROS: HISCOX – Seguros de Arte.

1948. Alentejo. Técnica mista. 16,5 x 23,2 cm.
1949. Alentejo. Tinta-da-china. 22,0 x 16,0 cm.
1949. Mulher Alentejana. Aguarela. 17,5 x 14,0 cm.
1949. Pastor Alentejano. Tinta-da-china. 16,0 x 17,0 cm.
1949. Alentejo. Tinta-da-china. 16,5 x 14,5 cm.
1949. Alentejo. Tinta-da-china. 16,0 x 15,0 cm.
1949. Alentejo. Aguarela. 17,5 x 23,0 cm.
1949. Alentejo. Aguarela. 17,0 x 20,0 cm.
1949. Alentejo. Aguarela. 17,0 x 20,0 cm.
1949. Alentejo. Tinta-da-china. 22,5 x 17,5 cm.
1949. Aguadeiro. Técnica Mista. 30,2 x 18,1 cm.
1949. Alentejo. Tinta-da-china e aguarela. 33,5 x 22,5 cm.
1949. Alentejo. Tinta-da-china e aguarela. 17,0 x 22,0 cm.
1949. Alentejo. Técnica mista. 16,0 x 22,0 cm.
1949. Alentejo. Pastel. 16,5 x 23,0 cm.
1949. Alentejo. Aguarela. 17,0 x 22,3 cm.
1949. Alentejo. Aguarela. 22,1 x 16,9 cm.
1949. Alentejo. Aguarela e tinta-da-china. 33,0 x 22,5 cm.
1949. Alentejo. Aguarela. 22,6 x 16,6 cm.
1949. Alentejana. Tinta-da-china. 15,5 x 10,3 cm.
1949. Conversa na fonte. Aguarela. 22,5 x 17,0 cm.
1949. Alentejo. Aguada e tinta-da-china. 16,5 x 22,6 cm.
1949. Dois homens. Técnica mista. 6,7 x 23,3 cm.
1949. Bica de água. Técnica mista. 16,8 x 22,5 cm.
1949. Alentejo. Aguarela. 16,3 x 20,0 cm.
1949. Homem e mula. Técnica mista. 16,5 x 21,5 cm.
1949. Alentejo. Tinta-da-china e aguarela 17,0 x 23,0 cm.
1949. Trabalho de barro. Técnica mista. 17,6 x 23,9 cm.
1949. Mulher na olaria. Técnica mista. 17,5 x 22,6 cm.
1949. Depois da apanha da azeitona. Técnica mista. 16,1 x 22,7 cm.
1949. Carro. Técnica mista. 15,6 x 23,7 cm.
1949. Alentejano. Tinta-da-china. 22,0 x 17,0 cm.
1949. Homem montado em mula. Técnica mista. 22,2 x 15,0 cm.
1949. Mulher das bilhas. Aguarela. 25,0 x 17,5 cm.
1949. À beira do tanque. Técnica mista. 21,3 x 17,5 cm.
1949. Momento de conversa. Aguarela e lápis. 17,2 x 23,1 cm.
1949. Alentejo. Tinta-da-china. 15,5 x 19,2 cm.
1949. Trade na Bica. Técnica mista. 22,4 x 16,7 cm.
1949. Recanto. Lápis de cor. 17,0 x 23,0 cm.
1949. Homem e touro. Aguarela. 16,7 x 23,0 cm.
1949. Homem e cavalo. Aguarela. 16,0 x 21,8 cm.
1949. Homem com bilha. Aguarela. 22,2 x 6,5 cm.
1949. Homem da manta. Aguarela. 16,0 x 23,0 cm.
1949. De volta a casa. Aguarela. 16,0 x 22,2 cm.
1949. Três mulheres. Aguarela. 17,0 x 22,5 cm.
1949. Homens e mulas. Tinta-da-china e aguarela. 16,5 x 22,0 cm.
1950. Pastor – Alentejo. Técnica mista. 16,0 x 22,0 cm.
1950. Na Fonte. Técnica mista. 17,5 x 21,5 cm.
1950. Alentejo. Lápis. 16,5 x 19,0 cm.
1949. Animal. Aguarela. 17,0 x 20,0 cm.
1949. Fonte da Praça. Aguarela. 15,0x 20,6 cm.
1949. Fim de tarde na fonte. Aguarela. 16,0 x 22,0 cm.
2006. Alentejo. Desenho a carvão. 170 x 170 cm.
1949. Viana do Alentejo. Desenho a carvão. 152,0 x 101,0 cm.
1950. Tema Alentejano III. Tinta-da-china e aguarela. 16,0 x 20,0 cm.
Galeria de Desenho do Museu Municipal de Estremoz.
1950. Tema Alentejano II. Carvão. 16,0 x 20,0 cm.
Galeria de Desenho do Museu Municipal de Estremoz.
1950. Tema Alentejano I. Tinta-da-china. 16,0 x 20,0 cm.
Galeria de Desenho do Museu Municipal de Estremoz.
1983. Figura alentejana com cavalo. Tinta-da-china. 65,0 x 50,0 cm.
Galeria de Desenho do Museu Municipal de Estremoz.
Júlio Resende, a sua mulher Maria da Conceição e a filha Marta,
 no decurso da sua estadia em Viana do Alentejo no biénio 1949-50.